-->

Leia antes de iniciar a a leitura no Orquídeas Sem Mistério!

Tutorial do Blog Orquídeas Sem Mistério.

Olá Pessoal!! Estou agora atualizando o Tutorial deste blog, uma vez que ocorreram algumas mudanças em sua funcionalidade tornando o mais pr...

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Doenças das Orquídeas

Olá Pessoal!! Agora dando continuidade ao assunto das pragas e doenças vamos falar um pouco sobre as doenças das orquídeas, da mesma maneira que fora feito com as pragas.

Para começar vamos entender a diferença entre doença e injúria. A Injúria ou lesão é um dano causado no momento em que uma praga está se alimentando da planta, seja por mastigação, sucção ou raspagem e a partir do momento em que para de se alimentar e vai embora ou é morta a lesão para de desenvolver, ficando restrita e condicionada ao ataque. Por outro lado, a doença é uma sucessão de quadros de lesões(sintomas) que com o tempo ocorre degradação da fisiologia da planta levando a danos cada vez mais graves e até irreversíveis, podendo levar a planta a morte e diferente da injúria isolada que depende do agressor estar presente, nem sempre a evolução de sintomas de uma doença depende do agressor está presente no local. As doenças normalmente são causadas por microrganismos, como Fungos, Bactérias, Vírus, nematoides podendo ser transmitidas por pragas através das injúrias(feridas). Ainda existem as doenças causadas por fatores abióticos(frio, calor, sol, salinidade, excesso ou falta de água, excesso de adubo, gelo, etc) que serão abordadas na última postagem desta matéria básica de cultivo.

Agora irei apresentar a lista das doenças e quem quiser ir direto para a descrição de cada doença sem rolar a página é só clicar em cima do nome. Fiquem agora com a lista:

 Fungos:

  1. Podridão Negra
  2. Canela Seca (Fusariose e Rhizoctoniose)
  3. Antracnose
  4. Manchas Foliares (Cercosporiose e Phyllosticta)
  5. Ferrugens
  6. Mofo Cinzento 
  7. Podridão de Sclerotium
Bactérias:


  1. ORSV
  2. CyMV
  3. OFV
Doenças Fúngicas:

1 - Podridão Negra:


Agora vamos falar de uma doença super temida, que até o nome assusta. A Podridão Negra, de fato é muito assustadora e pode ser bem devastadora, mas com os cuidados certos é possível evitá-la sem grandes prejuízos. Para começar, ela é causada pelos fungos Pythium ultimum e Phytophthora cactora, que são fungos de solo e apreciam e necessitam de ambiente encharcado com água livre para se proliferarem, portanto a doença está associada à ambiente encharcado, água livre por um período na superfície da planta e quando essas condições existem e os fungo estão presentes iniciam a infecção, geralmente pela raiz, mas podendo ser também pela parte alta da planta e aí inicia-se uma podridão de cor escura que vai subindo pelo rizoma, depois bulbo até chegar a folha que costuma cair ainda meio verde ou então a folha começa a apresentar o sintoma de podridão escura que rapidamente desce e vai invadindo o bulbo até chegar na base da planta e infectar o restante. A evolução desta doença é bem rápida e pode levar a planta à morte em poucos dias ou semanas, dependendo do porte da orquídea atacada e do estado dela.

Para prevenção desta doença, primeiro se certificar de adquirir plantas sadias, fazer a quarentena em local separado da coleção e seguir os cuidados básicos para um bom cultivo. Use substratos bem drenados e de boa qualidade e cuidado com o encharcamento. Lembrem-se, esta doença necessita obrigatoriamente de água livre na planta por um período longo para poder acontecer, portanto com ambiente ventilado, vasos bem furados no fundo e laterais e um substrato bem drenante já evita em grande parte o problema com a podridão negra. Como preventivo também podem-se aplicar produtos, como a calda bordalesa periodicamente, principalmente em períodos de chuva ou produtos a base de enxofre, como a sulfocálcica, ou agrotóxicos de venda controlada que sejam recomendados para os grupos de fungos citados acima. Quando a doença já está instalada o melhor a fazer é separar a planta, desenvasar remover todas as partes afetadas sem deixar vestígio de tecido com lesão, selar os ferimentos com canela em pó ou pasta bordalesa ou de fungicida ou ainda mergulhar a planta na calda bordalesa ou em um fungicida recomendado e deixa-la depois num local à sombra e arejado, sem plantar e sem molhar por umas 2 semanas para garantir boa cicatrização e assim evitar a volta da doença e só então replantar, mas ainda fazendo uma quarentena. Se a planta já estiver muito atacada o melhor a fazer é o descarte completo da planta e substrato destruindo esse material. Os vasos de plantas descartadas devem ser esterilizados em  água sanitária antes de reutilizar.

Seguem agora algumas imagens:










Fonte imagens: Google imagens.

2 - Canela seca:

Um outro grupo de doenças muito problemáticas é conhecido popularmente como canela seca. Nesse grupo estão a fusariose causada, principalmente pelo fungo fusarium oxysporum f. sp. cattleyae e a rhizoctoniose causada pelo fungo Rhizoctonia solani. Ambas as doenças são causadas por fungos de solo e possuem características semelhantes, embora algumas diferenças marcantes. No caso da fusariose o fungo penetra na planta, geralmente pelas raízes ou ferimentos e coloniza o sistema vascular da planta o que causa o seu bloqueio e aí a planta começa a ter um definhamento lento e progressivo, depois aparecem os sintomas mais severos de deficiência nutricional, algumas manchas e eventualmente pode surgir uma podridão seca, começando pelo rizoma e subindo gradativamente pelo bulbo da planta, daí o nome canela seca. Eventualmente plantas atacadas conseguem conviver por um longo tempo com a doença e sua parte mais jovem consegue se manter saudável sem presença marcante do fungo, mas muitas vezes a doença pode matar a planta rapidamente também. Uma característica marcante da fusariose é quando o rizoma é cortado em local que ainda não está seco, podendo-se notar um anel avermelhado/arroxeado, o que o diferencia da rhizoctoniose. Na Rhizoctoniose os sintomas são relativamente parecidos, podendo ou não ter uma evolução mais rápida. Em plantas mais jovens podem ocorrer uma podridão mole de cor parda levando a planta a morte rapidamente. Quando uma planta com rhizoctoniose é cortada no rizoma ainda vivo não é possível notar o anel arroxeado, o que ajuda a separar estas duas doenças.

Para prevenção, além dos cuidados básicos com o ambiente, cultivo e compra da planta é usar substratos novos e de boa procedência e evitar plantas muito próximos ao chão, uma vez que são fungos de solo. Em plantas afetadas o melhor a fazer é isolar e eliminar todas as partes afetadas até ficar sem vestígio de anel avermelhado ou lesão de podridão seca e então fazer aplicação de produtos a base de enxofre ou calda bordalesa ou produtos específicos para esses grupos de fungos, lembrando de usar equipamento de proteção individual.

OBS: Diferente da podridão negra que necessita de água livre para a doença se instalar, a canela seca não necessita, portanto a infecção pode se dar por respingos de água que batam em substrato contaminado e caiam em uma planta sadia, ou do solo para a planta e uso de ferramenta contaminada durante procedimento, portanto sempre esterilizar as ferramentas a cada corte nas plantas.

Fiquem com algumas imagens:


















Fonte parte das imagens: Google imagens.


3 - Antracnose

A antracnose é uma das doenças mais comuns em nossas orquídeas, todavia, raramente é perigosa,mas pode enfeiar nossas meninas. É causada pelo fungo Colletotrichum gleosporieoides, que também ataca uma série de outras plantas. Esta doença se caracteriza por grandes lesões, normalmente mais circulares com o centro meio afundado. A lesão é geralmente de cor parda a negra com círculos concêntricos dentro e seu contorno podendo ter um halo amarelado. No centro dela pode aparecer uma região acinzentada ou meio rosada, onde se encontram as estruturas reprodutivas do fungo. As lesões podem ocorrer também na ponta das folhas, descendo até quase o centro, mas sem o ultrapassar normalmente e em casos menos comuns podem aparecer como lesões afundas no bulbo, mas normalmente não o levando a apodrecimento. Condições que costumam favorecer essa doença podem ser excesso de luminosidade e queimaduras de sol, além de partes mais velhas das plantas estarem mais sujeitas a desenvolverem as lesões. O clima quente e úmido com baixa ventilação também favorecem essa doença e sua transmissão principal é por respingo de água de uma lesão para uma folha sadia.

Para prevenir deixe o ambiente bem ventilado e evite amontoar as plantas. Produtos a base de enxofre ou calda bordalesa possuem grande eficiência no controle e prevenção da antracnose, além dos cuidados básicos de cultivo. Em plantas mais atacadas podem-se eliminar as partes afetadas com ferramenta esterilizada e canela em pó nos cortes. O isolamento da planta não é recomendada, por ser um fungo amplamente presente no ambiente.

Fiquem agora com algumas imagens:










Fonte parte das imagens: Google imagens.


4 - Manchas foliares:

Este próximo grupo de doenças, chamado de manchas foliares engloba  um grande número de doenças de complicada identificação com base apenas em sintomas, necessitando de exames  laboratoriais, mas no geral se destacam por serem doenças que causam manchas diversas na folhagem das orquídeas. Dentre elas se destacam duas bem comuns, que são a Cercosporiose e a Phyllosticta ou Guignardia. No caso a cercosporiose, causada por Cercospora sp. Causa lesões, que começam como pequenas pontuações amarelas ou claras e depois vão se tornando pardas, podendo ou não se juntar com outras lesões na folha criando uma grande área manchada. Normalmente ela ataca parte de baixo, mas também aparecem na parte de cima da folha e quando a doença está bem forte pode levar a queda de folhas enfraquecendo a planta. Já a Guignardia, causada por Phyllosticta capitalensis ataca os dos lados da folha e começa como pequenos pontos arroxeados, seguindo as nervuras da folha e então as lesões se desenvolvem adquirindo aspecto de diamante e colorações mais escuras e centros mais claros, podendo se juntar formando grandes áreas manchadas nas folhas, o que pode levar a queda e enfraquecimento da planta. Estas doenças são bastante disseminadas e apreciam ambientes com abafamento e plantas amontoadas com umidade elevada. A disseminação do fungo se dá basicamente por respingo de água em uma lesão para uma folha sadia.

Para prevenção mantenha o ambiente bem arejado e bem iluminado sem adensamento de plantas. Podem-se também aplicar produtos a base de enxofre ou calda bordalesa como preventivo ou curativo e em caso de folhas muito atacadas podem-se fazer a eliminação com ferramenta esterilizada e canela em pó no corte e ainda façam ajuste do horário da irrigação para evitar água livre nas folhas durante a noite.

Fiquem agora com algumas imagens:











Fonte das imagens: Google imagens.
5 - Ferrugens:

As ferrugens são outro grupo de doenças, causadas por vários fungos diferentes, com características bem peculiares. Os sintomas começam em geral como pequenas pústulas, que são pequenas lesões sobressaltadas, muitas vezes na parte de baixo da folha, depois surgem uma massa alaranjada, amarelada ou amarronzada na lesão, sendo essas os esporos do fungo que são facilmente levados por respingo de água e até vento. Essa característica dessas pústulas recobertas por essas massas de esporos que dão o aspecto de lesão enferrujada que da nome à doença. Então também surgem manchas nas folhas de formatos variados, conforme a doença vai evoluindo, podendo levar a queda de folhas e o enfraquecimento da planta. Essa doença é favorecida por temperaturas mais elevadas e ambiente bem úmido e abafado.

Para prevenção mantenha ambiente bem ventilado e evite amontoar as plantas. Podem-se aplicar preventivamente calda bordalesa ou produto a base de enxofre, também com bom efeito curativo e as folhas muito afetadas podem ser eliminadas, lembrando de usar ferramenta sempre esterilizada e passar canela em pó no corte.

Fiquem agora com algumas imagens:







Fonte das imagens: Google imagens.
6 - Mofo Cinzento:

O Mofo cinzento é uma doença causada por Botrytis cinerea e ataca basicamente as flores e botões florais, no caso das orquídeas. Esta é uma doença, que não causa danos a saúde da planta em si, mas causa sérios prejuízos econômicos, pois ataca o principal produto de venda das orquídeas, que são suas flores. A doença se caracteriza por pequenas lesões que surgem nas flores, inicialmente descoloridas, mas logo ficando mais escuras e então surge uma massa acinzentada, onde se encontram as estruturas reprodutivas do fungo. Quando bem atacada a flor fica totalmente pintada ou pode até levar a perda de viabilidade ou redução da vida útil da flor, além de estragar sua estética. Esse fungo aprecia muita umidade e água livre nas flores para atacar. O fungo é muito comum no ambiente e normalmente está presente nas flores, mas só causa doença quando as condições de ambiente se encontram favoráveis, ou seja, pouca ventilação e excesso de umidade, com temperaturas mais baixas. Essas condições acontecem muito quando tiramos nossa orquídea do local de cultivo e levamos para dentro de casa, principalmente se o local que for ficar for úmido e estiver mais frio, aí a doença aparece bem rápido.

Para prevenção mantenha o ambiente ventilado e evite molhar as flores, principalmente se for levar a planta para dentro de casa. Até existem produtos para prevenção deste fungo, mas no cultivo doméstico com os cuidados citados não há necessidade de pulverização, fora que os cuidados citados para as demais doenças ajudam no controle desta também.

Fiquem com algumas imagens:







Fonte das imagens: Google imagens.
7 - Podridão de Sclerotium


Esta não é uma doença tão comum de se ver e os sintomas podem ser confundidos com outros problemas. É causada por Sclerotium rolfsii e costuma causar uma podridão local, normalmente na base da folha ou meio dos bulbos. Uma podridão que cresce, mas não costuma envolver todo o bulbo e costuma levar a queda da folha. Na lesão podem aparecer estruturas esbranquiçadas que é o corpo do fungo que com o tempo podem parecer com bolinhas e então escurecer e cair, esses são os escleródios, que são estruturas de resistência do fungo que podem ficar inativos por anos dentro do solo ou substrato sem causar problemas esperando condições favoráveis de calor e umidade alta. O problema desta doença é que essas estruturas do fungo que parecem bolinhas e também podem aparecer mais espalhadas pelas raízes ou base da planta são facilmente confundidas com cochonilhas, o que acarreta muitas vezes em um diagnóstico equivocado e uso desnecessário e sem efeito de inseticidas.

Para prevenção dessa doença o mais importante é usar substrato de boa procedência e evitar deixar as plantas muito perto do solo para evitar a infecção. 

Fiquem com algumas imagens:


Fonte das imagens: Google imagens.
Doenças Bacterianas:

1 - Podridão bacteriana:

Agora vamos falar um pouco de doenças bacterianas. Para começar uma grande diferença das doenças causadas por fungos é que as bactérias não possuem estruturas capazes de romper os tecidos da planta de forma ativa para então penetrar, elas necessitam obrigatoriamente de uma porta de entrada, seja um ferimento, seja uma abertura natural, como um estômato. Além disso elas necessitam de água livre por um período de tempo para iniciar a infecção, portanto as infecções bacterianas estão muito relacionadas a ferimentos causadas por danos mecânicos, ou uso de ferramenta contaminada e ainda por ataque de pragas. Dentre as doenças bacterianas começamos com as podridões bacterianas, causadas normalmente por pectobacterium carotovorum e algumas outras. Estas doenças se caracterizam por lesões que inicialmente começam com um aspecto de encharcamento, sejam nas folhas, como no caso da podridão bacteriana das Phalaenopsis, sejam nos bulbos, quando em Cattleyas, Oncidiuns, Catasetuns, Cymbidiuns e outros. Posteriormente, a lesão encharcada evolui para um apodrecimento generalizado tomando toda a folha e passando para outras partes da planta ou então saindo do bulbo e chegando na folha a derrubando. No caso de podridão nos bulbos ela fica com uma cor parda e mole e tanto na folha, quanto no bulbo quando se rompe a lesão nota-se um cheiro azedo desagradável, uma característica marcante desta doença. Ela possui uma evolução muito rápida e pode levar a planta à morte, principalmente as Phalaenopsis.

Para prevenção devem-se usar substrato de boa procedência, tomar os cuidados de cultivo e ambiente e evitar deixar água acumulada nas folhas, quando em Phalaenopsis e Catasetuns. No caso de Catasetuns evitar a rega durante a dormência e fazer a troca dos substratos quando se tornarem velho. Importante manter as pragas e outras doenças controladas para evitar entrada de bactérias e sempre esterilizar ferramentas ao cortar plantas. A Calda bordalesa poderá ser usada para prevenção das doenças bacterianas com bons resultados, principalmente nos períodos chuvosos e quando houver planta infectada o melhor é isolar e remover todas as partes afetadas com ferramentas esterilizada usando pasta bordalesa nos cortes e deixando a planta a sombra em local seco e arejado, por pelo menos 1 semana antes de replantar.

Fiquem agora com algumas fotos:










Fonte das imagens: Google imagens.


2 - Manchas bacterianas:

Diferente das podridões bacterianas as manchas bacterianas, embora costumem começar com pequenas lesões encharcadas não costumam evoluir para podridões generalizadas, mas sim manchas localizadas em folhas e bulbos com formatos irregulares que podem ou não formar grandes lesões, causando a queda de folhas ou morte de regiões mais antigas da planta, portanto as manchas bacterianas também enfraquecem bem a planta e dependem de água livre e ferimentos para se disseminarem. Elas são causadas por diversos grupos de bactérias, como Acidovorax avenae.

Para prevenção seguem os mesmos cuidados para as podridões bacterianas, incluindo uso de calda bordalesa.

Fiquem com algumas imagens:








Adicionar legenda
Fonte imagens: Google imagens.
Doenças Viróticas:

1 - ORSV:

As orquídeas, assim como outras espécies de plantas são atacadas por várias viroses, dentre as quais 3 são de grande importância, pois são as que causam a maior quantidade de prejuízos. O ORSV (Odontoglossum Ringspot Virus) é um dos mais agressivos e causa grandes prejuízos econômicos. Os sintomas podem variar bastante de gênero para gênero, mas costumam aparecer lesões avermelhadas em forma de anéis e com o passar do tempo a planta pode ir definhando e apresentando uma coloração mais avermelhada/arroxeada até morrer. Nas flores podem aparecer regiões de quebra de cor, mas a planta pode ficar por vários anos sem apresentar nenhum sintoma também. A disseminação desta virose é basicamente por contato de planta contaminada com sadias ou manuseio de plantas contaminadas e depois de sadia, sem esterilizar adequadamente as ferramentas.

Fiquem com algumas imagens:






Fonte imagens: Google imagens.


2 - CyMV:

O vírus CyMV (Cymbidium mosaic Virus) ou vírus do mosaico do cymbidium é outro vírus bastante comum e problemático, levando a sérios prejuízos. Seus sintomas são bem variados, incluindo lesões em listras, escuras ou mais claras nas regiões das nervuras, mas podem também aparecer manchas variadas de formatos irregulares na parte de baixo e em cima das folhas, o que pode dificultar o diagnóstico visual. Também podem ocorrer sintomas nas flores que podem ser como descolorido ou listras e diminuição da vida útil da flor e ainda a planta pode ficar vários anos assintomática. As formas de transmissão são principalmente por contato entre planta contaminada e sadia e uso de ferramentas contaminadas em plantas sadias.

fiquem com algumas imagens:








Fonte imagens: Google imagens.


3 - OFV:

Enquanto as duas viroses anteriores são sistêmicas, ou seja, as partículas virais estão presente em toda a planta a infectando por completo o OFV (Orchid Fleck Virus) é um vírus de ação local, ou seja a infecção viral fica restrita à região no entorno da infecção inicial, sem entrar no sistema vascular e colonizar o resto da planta. Este vírus é transmitido pelo ácaro Brevipalpus phoenicis, conhecido como ácaro plano e transmissor de outras viroses locais importantes em outras plantas, como a leprose dos citros. As lesões causadas por este vírus se confundem muitas vezes com as da cercosporiose, porém no caso quando se trata dela o tratamento com fungicida é ineficaz.

Fiquem agora com algumas imagens:









Fonte imagens: Google imagens e Vera Emília.

Para prevenção das viroses a melhor maneira é adquirir plantas comprovadamente sadias e sem sintomas suspeitos e sempre esterilizar as ferramentas a cada corte e antes de passar para a próxima planta. Evite deixar as plantas muito amontoadas e mantenham as pragas e demais doenças sob controle. Em caso de surgimento de sintomas suspeitos isole e cultive a planta isoladamente. As viroses são muito difíceis de diagnosticar com base apenas em sintomas, pois outras causas podem causar sintomas semelhantes às viroses e ainda existem plantas que permanecem assintomáticas por longos períodos. Com exceção da OFV, as demais não possuem cura, portanto uma planta confirmada com virose o tratamento é o descarte da planta. No caso  da OFV o tratamento indicado é eliminar as partes com as lesões e fazer o controle do ácaro com acaricidas ou produtos a base de enxofre, o que leva a planta a uma cura completa.

Encerro agora aqui galera esta parte sobre as principais doenças das orquídeas, mas para todos que quiserem aprofundar mais neste assunto vou deixar links para materiais complementares e mais detalhados sobre tudo que foi abordado aqui. Agora fiquem com os materiais e vamos finalizar esta série de matérias com os distúrbios fisiológicos. 

Nos vemos lá pessoal!! Só clicarem aqui e até a próxima!! Fuii!!!

Distúrbios fisiológicos:
http://orquideassemmisterio.blogspot.com/2020/07/disturbios-fisiologicos.html#more

Materiais complementares:

Orchid Pests and Diseases

Diagnosis, Treatment and Prevention

https://drive.google.com/file/d/1zw_VKbSt2eycOHqRTKKo_UhumgSkl8hI/view?usp=sharing

Fungos e Bactérias  nas Orquídeas - Portal do Orquidófilo

https://www.portaldoorquidofilo.com/fungos-e-bacterias

DOENÇA DAS ORQUÍDEAS - PARTE II VÍRUS Roland Brooks Cooke

http://www.orquidario.org/palestras/palestra002.htm
Doenças Das Orquídeas:

http://www.orquideasmantovani.com.br/download?arquivo=Doen%C3%A7as%20das%20Orqu%C3%ADdeas.pdf


0 comentários:

Postar um comentário