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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O grupo Cattleya – A verdadeira orquídea: Laelias

Estou de volta pessoal e após encerrar a parte da matéria sobre as cattleyas propriamente ditas vamos falar de alguns gêneros afins que são muito bonitos e são extremamente importantes, tanto para o mercado de flores, devido ao grande uso nas hibridações com as Cattleyas, quanto para os orquidófilos. Para começar vamos falar um pouco sobre as Laelias. Vejam agora algumas fotos sobre essas belas plantas.



Para acessar a postagem anterior clique aqui!



























E aí gostaram das imagens pessoal? Elas são lindas e diversificadas não são? Lembram muito as Cattleyas não lembram??

De fato as Laelias lembram demais as Cattleyas, tanto que os estudos mais recentes reclassificaram as Laelias brasileiras em Cattleyas, mas as mesmas já sofreram várias revisões anteriores com a criação de vários gêneros, como as Brasilaelias, a Microlaelia lundii, as Hadrolaelias, as Hoffemmansegelas e etc, porém para fins da postagem e para evitar mais confusões que essas sucessivas reclassificações trazem vamos tratar todas as antigas Laelias, como Laelias de fato, pois existem algumas diferenças marcantes se for comparar com as demais Cattleyas.

O Gênero Laelia inclui várias espécies que ocorrem desde a América do sul(várias no Brasil) até o México e assim como as Cattleyas sua grande maioria é epífita, porém existe um expressivo número de espécies rupícolas também. Uma das Características mais marcantes das Laelias é suas flores de formato estrelado, o que lhes dão uma beleza toda especial e sua principal diferença em relação às Cattleyas é que possum 8 políneas, enquanto as Cattleyas apenas 4.

Aspectos gerais do gênero:

As Laelias, possuem um vegetal muito parecido com as Cattleyas, porém uma diferença que ocorre em muitas espécies é a posição de suas folhas que costuma ser vertical, indicando que são plantas que vivem em ambiente muito iluminados, sendo essa uma estratégia para evitar as queimaduras pelo sol.
Em relação ao porte e a tipos de floração as Laelias também possuem diferenças marcantes, o que permite as separar por grupos também, o que será um assunto discutido a seguir. Em relação ao número de folhas as Laelias são praticamente todas unifoliadas, embora em alguns casos possam aparecer pseudobulbos bifoliados.

Para concluir essa introdução sobre o gênero fiquem com o vídeo introdutório sobre as Laelias e vamos dar uma descansada rápida para continuar a leitura com a classificação das Laelias e algumas dicas gerais de cultivo. Vamos lá então??


Classificação das Laelias quanto ao porte e habitat:

Assim como nas Cattleyas as Laelias podem ser classificadas e divididas em grupos e isso é de grande ajuda quando vamos pensar no cultivo destas plantas, pois em cada grupo existe algumas diferenças muito marcantes que vão influenciar diretamente em seu cultivo. Vamos agora apresentar as seguintes classificações, lembrando, que essa é mais uma classificação artificial e que seu objetivo é facilitar o cultivo das plantas e não estudos de sistemática. Vamos a elas:


  1.  Laelias "Purpuratadas";
  2.  Laelias "pumiladas"
  3. Microlaelia;
  4. Laelias "rupícolas"
  5. Laelias mexicanas.
Para começar vamos falar das Laelias "purpuratadas" e como o próprio nome diz, são as Laelias que de alguma maneira ou outra lembram a nossa querida Laelia purpurata, símbolo do Estado de Santa Catarina. As plantas desse grupo em geral são de grande a médio porte e suas folhas costumam ser na posição vertical ou quase na vertical e a maior parte das espécies apreciam grandes luminosidades, sendo que algumas, podem até vegetar a sol pleno, mas existem algumas que vegetam em locais com luz mais mediana. A maioria das espécies desse grupo são epífitas, porém algumas, como a Laelia lobata podem ocorrer como rupícola a pleno sol também. As folhas das espécies desse grupo são grandes, mais estreitas que folhas de Cattleyas e bem cumpridas, sendo que alguns exemplares, principalmente das purpuratas podem ter quase 40cm de folha. Quanto ao enraizamento elas não possuem padrão definido enraizando em qualquer época do ano, com predomínio no verão e outono. Quanto a emissão de espatas todas emitem espatas bem desenvolvidas e bem grandes com uma característica marcante, que é o longo período que costuma se passar desde a emissão da espata até a floração, que ocorre com a espata ainda verde geralmente. Suas brotações são abundantes e costumam ser concentradas no verão e outono, mas podem ocorrer brotações tardias também e a época da floração dessas espécies desse grupo geralmente tende a ser por volta de novembro/dezembro e janeiro, mas florações fora de época não são raras Em relação as flores essas são grandes e suas hastes podem conter de 1 até mais de 6 flores, o que as tornam bem exuberantes quando as plantas estão em boas condições de cultivo.  Ex de espécies:

  •  Laelia purpurata;
  • Laelia lobata;
  • Laelia tenebrosa;
  • Laelia grandis;
  • Laelia xanthina;
  • Laelia crispa...
Quanto ao cultivo em geral se assemelham muito as demais Cattleyas quanto a forma de cultivo, só que em geral preferem mais luz(purpuratas, crispas e lobatas) e são mais tranquilas em relação a janela de replante, uma vez que enraizam com bastante facilidade.






















A Laelia perrini, podemos dizer assim é uma espécie que está meio que na transição entre esse grupo e o próximo grupo que será apresentado a seguir.

Próximo grupo é o das "pumiladas" e novamente como o nome diz são plantas que tem floração que de alguma maneira ou outra lembram a Laelia pumila. Nesse grupo as plantas são de porte bem baixo, geralmente com bulbos menores que 20cm, folhas pequenas que também tendem a ser verticais ou ligeiramente inclinadas e as florações costumam vir sem espatas dos pseudobulbos e o padrão de enraizamento também é indefinido. Em geral as flores são grandes em relação ao tamanho das plantas e em número de 1 a 3 geralmente por haste. Em relação a habitat são plantas geralmente epífitas e apreciam locais de mais altitudes com climas mais amenos e úmidos com luminosidade intermediária. São plantas em geral de adaptação mais difícil para locais de climas quentes e também os secos. As épocas de floração nesse grupo podem variar bastante dependendo a espécie. Ex de espécies:

  •  Laelia pumila;
  • Laelia praestans;
  • Laelia jongheana;
  • Laelia alaori;
  • Laelia sincorana...
Quanto ao cultivo, devido ao meu clima desfavorável eu não tenho muita experiência, porém já tive êxito com algumas delas e pelas observações de cultivo de plantas vistas em exposições ou em conversas elas por terem porte pequeno e compacto preferem pequenos recipientes ou então cultivo no toquinho e também no sistema acoplado. Apreciam substratos bem drenados e ventilados, porém adoram ambiente com boa umidade, mas sempre bem ventilado e luminosidade intermediária, sem os exageros do grupo anterior. No mais, seguem os mesmos cuidados de que outras orquídeas, mas elas são mais sensíveis quanto ao replante e podem se estressar com facilidade quando replantadas em épocas inadequadas.























São lindas demais não são pessoal??

Agora vamos a um grupo que na verdade se restringe a uma única espécie, pois ela é diferente de todas as demais existentes.

O grupo da Microlaelia lundii. Na verdade realmente esse grupo é único definido pela própria Laelia lundii que é uma Laelinha epífita, geralmente em regiões de transição mata atlântica/cerrado, principalmente no Estado de São Paulo. Elas possuem folhas e bulbos pequenos e finos, suas flores também são bem pequenas e se trata de uma planta que aprecia bastante luz e ambientes ventilados, perfeito para o cultivo em toquinhos ou pequenos vasinhos ou cachepozinhos com substratos bem drenados. Possui boa adaptação a ambientes diversos e a umidade mediana, o que torna uma planta bem apreciada com variedades lindas e de bom entouceiramento, formando belos conjuntos. Vejam agora fotos dessa espécie que é única!

Fonte: Google imagens

Fonte: Google imagens


O próximo grupo é muito importante, tanto do ponto de vista da hibridação do grupo das Cattleyas, quanto dos orquidófilos. Esse é o grupo das Laelias rupícolas, que como o nome diz engloba as Laelias rupícolas brasileiras e algumas epífitas também, como a Laelia Harpophylla.  Esse grupo se caracteriza por espécies predominantemente rupícolas, compactas de porte baixo a mediano. Suas folhas também geralmente na posição vertical ou quase são bem engrossadas, podendo ser bem curtas ou cumpridas e estreitas e a coloração arroxeada/avermelhada é bastante presente tanto nas folhas, quanto em seus bulbos, sendo que esses bulbos costumam ter formatos mais fusiformes com bases mais longadas que vão se afunilando lentamente até a ponta. Outra Característica marcante é que essas plantas geralmente vegetam a sol pleno em locais de altitudes em cadeias montanhosas, onde o clima pode ser bastante instável. Geralmente elas vegetam em fendas nas rochas onde acumulam detritos e um pouco de umidade e devido a esse tipo de ambiente elas costumam ter um enraizamento mais fraco que os demais grupos e mais curto e concentrado, já que na natureza suas raízes tendem a ficar concentradas nas fendas. Suas flores são em geral pequenas e muitas espécies podem formar hastes longas de cachos numerosos com colorido bem intenso, que pode ir do rosa forte com labelo rosa ou amarelado até plantas de cores amarelas, laranjas e vermelhas, fora outras variedades. Por causa dessas cores vibrantes que são transmitidas em cruzamentos essas plantas são tão especiais para a hibridação, além de algumas características vegetativas e é nesse grupo que se encontram muitas das plantas de floração do tipo "Cluster" com hastes bem numerosas e flores pequenas. O padrão de enraizamento  tende a ser o sem padrão e boa parte das espécies emitem pequenas espatas florais. Quanto a época de floração é bastante variável, dependendo da espécie. Ex de espécies:

  •  Laelia flava(crispilabia);
  • Laelia briegeri;
  • Laelia rupestris;
  • Laelia milleri;
  • Laelia sanguiloba;
  • Laelia caulescens...
Quanto ao cultivo São plantas desafiadoras, pois por serem de pequeno porte preferem vasos bem pequenos com substratos mais secos e ambientes com muita, mas muita luz mesmo. Além disso como em seu ambiente natural é comum o minério de ferro é recomendado utilizar substrato ferruginoso, como a pedra canga ou pregos em mistura com outros materiais. Elas gostam de ambientes em que ocorra boa variação de temperatura e umidade também, passando por temperaturas mais baixas e mais altas, além de umidade mais baixa e mais alta, tudo em um curto intervalo de tempo e isso costuma ser mais fácil de conseguir nas bordas dos orquidários, principalmente as bordas viradas para o norte, que tendem a ficar mais iluminadas no inverno. Os demais cuidados são semelhantes as demais orquídeas, porém são bem sensíveis quando mexidas e podem se estressar facilmente quando o ambiente está inadequado ou quando o replante não foi feito em época favorável e o seu enraizamento fraco é um desafio a mais em seu cultivo.

Fonte: Google imagens

Fonte: Google imagens

Fonte: Google imagens

Fonte: Google imagens








Por fim chegamos ao último grupo das nossas Laelias e esse é o único grupo que atualmente continuam sendo chamadas de Laelias são as mexicanas. Neste grupo se encontram espécies belíssimas e totalmente diferentes de tudo que já foi falado até agora. Para começar essas plantas tendem a ter um porte vegetativo de médio a grande e suas folhas não são tão grandes e cumpridas, se comparar o grupo das "purpuratadas e elas podem ser menos verticais que outros grupos, lembrando até mais folhas de Cattleyas, porém o resto muda muito, para começar suas hastes que costumam ser bem cumpridas, podendo em alguns casos passar de 1,20m de tamanho. São finas e arqueadas e suas flores surgem em sua ponta em cachos que variam de poucas a numerosas, dependendo da espécies. AS espécies desse grupo possuem flores bem estreladas ou de formato mais ondulados e suas plantas podem ser epífitas ou rupícolas. Outra característica interessante é que seu vegetal tende a afastar o rizoma do substrato, conforme vão crescendo e emitem muitas raízes bem esticadas como se fossem suportes que sustentam o rizoma e os pseudobulbos, conforme eles vão se afastando do substrato. Todas essas espécies são nativas desde o México até a América central e em relação ao clima muitas podem vegetar em regiões de altitude, preferindo assim climas mais amenos, mas possuem boa adaptabilidade. Em relação ao cultivo das mesmas será uma informação que ficarei devendo por enquanto por pouca experiência com essas espécies, mas ao final do material deixarei vários links que os ajudarão. Ex de espécies:

  •  Laelia anceps;
  • Laelia superbiens...

Fonte: Google imagens

Fonte: Google imagens

Fonte: Google imagens













E é isso aí pessoal!! Encerramos essa curta viagem sobre o mundo das Laelias, pelo menos por enquanto, mas a jornada do grupo das Cattleyas ainda não acabou e nosso próximo encontro será com as Brassavolas, portanto até a próxima parte da matéria galera!!! Fiquem agora com o vídeo explicativo sobre a classificação das Laelias e agora fui!!!!


Para acessar a continuação clique aqui!

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